MERGULHO EM QUEDA LIVRE

MERGULHO EM QUEDA LIVRE

Esse período de quarentena e confinamento, para muitos, tem virado o mundo de cabeça para baixo, nos expondo aos nossos medos, nossas inseguranças, nossos pontos fracos e ao contato direto com nosso “eu interior”, e muitas vezes isso nos assusta, e muito, pois parte de nós se esconde numa sombra, numa camada espessa chamada “zona de conforto”, e essa mudança de rotina repentina nos dá a possibilidade de mergulhar nesse abismo chamado Ego, e o que dizer dessa queda livre?

Essa queda dá medo, e muito medo, nos faz chorar, nos faz arrepiar, faz nossa cabeça acreditar em coisas que não nos pertencem, nos trazem ansiedade, angústia, falta de ar, e qualquer sentimento que não seja de nosso agrado. Mas o que podemos aprender com tudo isso?

Com minhas experiências nesse período turbulento, estamos navegando em nosso próprio oceano, em águas talvez jamais navegadas, com dias de calmaria e dias de mar revolto, afinal, quem não tem medo daquilo que não foi explorado? Estamos entrando em contato com nossas profundezas, onde não bate luz, onde existem dores, feridas expostas, inseguranças e tudo isso dói demais, tenha essa certeza, mas devemos lembrar que não estamos sozinhos, que nosso corpo físico, mente e nossa alma estão sempre acompanhados das pessoas que amamos, e das entidades que nos guiam tanto no plano físico quanto espiritual. Eles que vão abrir nossos olhos nessa queda/mergulho para enxergarmos tudo aquilo que não trabalhamos e não reconhecemos em nossas vidas, e dentro do nosso livre arbítrio vão estender as mãos para nos guiar em nossa evolução, pois sabemos que não existe evolução sem dor. Não existe vitória sem empenho, não existe derrota que não nos motive.

Assim como Nanã e Omulu nos ensinam a morrer e nascer diariamente, e cuidar de nossas feriadas, devemos entender que nós somos nosso próprio inimigo, estamos amarrados às crenças e aos julgamentos da sociedade, e é aí que a artilharia inimiga nos cerca, pois já estamos envenenados com seus ideais, e quando os afrontamos, o inimigo interno nos cerca por trás e atira com tudo, nos fazendo cair como derrotados e entregues ao mal da sociedade. Mas, Nanã e Omulu são implacáveis e no dia seguinte você estará de pé, mais forte, reconhecendo a beleza da vida, o amor e admiração nas pessoas, em você mesmo, que existe sim o reconhecimento por aquilo que você realmente é e pela sua essência.

Hoje escrevo esse texto de pé, pois ontem estava no chão, e talvez amanhã volte para o chão novamente, mas sei que minha força é inesgotável, pois tenho FÉ e AMOR na Lei Maior, e por aqueles que doam suas energias por ela e pelas pessoas que me cercam. A vida é uma luta, e a vitória é uma certeza, cabe a cada um de nós escolher acertar as contas com seus conflitos.

 

Texto elaborado por de Eduardo Oliveira, 23/08/2020.

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